23 de maio: Dia Mundial da Tartaruga
Eu, particularmente, adoro tartarugas.
Não sei dizer ao certo porque, que “magia” elas possuem que me encanta. Mas quando penso em tartarugas sempre penso, por consequência, em pureza, paz de espírito, inocência, coisas do tipo. É como se fosse algo que não pode ser violado, não pode ser considerado algo além de sua própria essência, não pode ter sua imagem estragada por algo ou alguém.
Dizem que as pessoas geralmente admiram o que não se tem, e acho que é exatamente essa inocência e essa pureza toda que eu admiro, porque hoje em dia é impossível encontrar essas qualidades em uma pessoa (exceto crianças, óbvio). Sinto falta de pessoas verdadeiras, sinceras, que dizem o que querem e fazem o que querem. Sinto falta de pessoas que são o que dizem, e cuja essência é simples, e por isso mesmo é linda. Sinto falta de me encantar com as pessoas, de não me surpreender encontrando um enorme vazio em pessoas que antes eu via apenas flores.
Não digo que não existam essas “pessoas-tartaruga”, que são maravilhosas sendo simplesmente o que são, sinceras, verdadeiras, incríveis. Existem sim, não digo aos montes, mas existem, e tenho a honra de conhecer alguns (eu acho). Mas sinto falta daquela honestidade, de pessoas com apenas uma face, de pessoas que não mentem histórias a seu respeito, de pessoas que não fingem ser algo que não são para conquistar seus objetivos. Sinto falta de pessoas “limpas”, no sentido metafórico da palavra.
Temos muito o que aprender com as tartarugas, acredito eu. É engraçado, eu sei, e completamente sem sentido, mas é assim que eu me sinto.
Érika Iguchi Luft.
Ataques de pânico.
Nada pior do que ter um ataque de pânico. Que eu lembre, até hoje, comigo aconteceu duas vezes, e não foi nada agradável.
Tudo bem, posso estar usando o termo errado, mas é a única maneira que eu consigo descrever, a única nomenclatura que consigo dar para aquilo. Um vazio enorme, uma dor enorme, um sofrimento inexplicável. Não conseguir respirar, não conseguir fugir de toda aquela dor que surgiu do nada. Um completo descontrole emocional, um “não saber onde está”, o sentimento de que se está sozinho no mundo, que ninguém pode ajudar, e saber que todas as pessoas ao redor se machucam ao te ver daquele jeito.
Embora não saiba o porquê de isso acontecer, nem se isso é realmente um “ataque de pânico”, não consigo deixar de me sentir culpada quando acontece. As duas vezes que aconteceu, ambas na presença de pessoas que na época eram importantes pra mim, me senti horrível por ser algo com “platéia”. Por mais que eu me sinta destruída, por mais que precise de alguém, é algo que não devia ser presenciado. Todas as dores que guardei pra mim, todos os fatos, sentimentos, pensamentos ruins que fui acumulando se manifestam, me corroem, consomem-me e me deixam jogada às traças, com lágrimas, tremedeiras, coisas que não valem à pena ser comentadas, me fazendo ser o maior lixo do mundo, e me deixando completamente incapacitada por não conseguir erguer a cabeça e fingir que está tudo bem.
Então, acho que este texto serve mais como um pedido de desculpas, que não tenho coragem de dizer em voz alta. Para as duas pessoas que me viram no meu estado mais deplorável. Não citarei nomes, mas ambas, ou pelo menos a única que tem a probabilidade de ler este texto, saberão que isto é para elas. Me desculpa. Acho que é o mais sincero que posso ser, e é a verdade do que sinto. Ambos representaram muitas coisas boas na minha vida, e um até hoje é uma das pessoas, se não a mais importante na minha vida. Obrigada.
Érika Iguchi Luft
Quando tudo acontece ao mesmo tempo.
Isso geralmente não se aplica a coisas boas.
Não é incrível como as coisas ruins vêm todas no mesmo momento? Será coincidência, carma ou simplesmente nós que exageramos tudo?
Quando você pensa que nada pode piorar, acredite que está enganado, porque sempre aparece algo mais para a carga enorme de problemas. Pode ser até a coisa mais simples do mundo, mas acabamos por fim fazendo tempestade em copo d’água, pois já temos tantos problemas que mais um é considerado uma catástrofe.
Difícil ter calma, tratar todo mundo bem e com os melhores sorrisos. Difícil ser simpático, fingir uma vida de maravilhas quando se tem isso. Problemas, problemas, problemas. Nesse momento qualquer um venha puxar conversa tem mais que ir é para o raio que o parta, como dizem. Por mais que se tente controlar as atitudes e emoções, haja amigos que aguentem maus-humores, patadas e sabe-se lá o que mais.
Então, se você está assim, sente-se, respire fundo, acalme-se (por mais que dizer isso irrite muito mais do que faça bem, eu sei), tome um suquinho de maracujá, faça umas aulas de yoga e perceba enfim que só porque você tem milhares de problemas não significa que todos ao seu redor tenham culpa e consequentemente não é justo que todos paguem por isso, então pega leve, vai? As pessoas se magoam, ao ser tratadas com patadas o tempo todo, mesmo que não seja a intenção de quem faz e mesmo que saibam entender que seja um momento difícil e de estresse.
Obs: No Brasil, hoje é dia do automóvel, da fraternidade, da estrada de rodagem, da abolição da escravatura no Brasil, do zootecnista, do chefe de cozinha e do mulato.
Érika Iguchi Luft
Dia Nacional do Guia de Turismo, Dia Nacional da Cozinheira, Dia da Cavalaria do Exército Brasileiro, Dia Mundial do Doente com Lúpus.
Não acho que seja legal “comemorar” o dia mundial de uma doença, sinceramente não entendo porque dias assim existem, portanto abstenho-me de comentários sobre.
Particularmente, não sou muito fã da arma de Cavalaria, não sei pelo fato de que como clarinetista fui um desastre tentando tocar a canção, se é porque tinha (ou tenho) um medo quase mortal de cavalos ou o simples fato de não gostar mesmo, então não sei muito o que comentar sobre.
Sobre o Guia de Turismo, não entendo absolutamente NADA sobre turismo, acho lindo e tudo o mais, mas para minha visão de leiga sobre o assunto admito que tudo o que sei sobre isso é estudar os locais e mostrar os pontos turísticos, fim. Sei que provavelmente estou redondamente errada, então peço sinceras desculpas a todos que sabem sobre o assunto e me jogam pedras por ser tão burra e incapaz de falar sobre isso.
Então, vamos falar sobre as cozinheiras, embora a “cozinha” não seja mais espaço tão exclusivo das mulheres, conheço vários cozinheiros de mão cheia, enquanto algumas mulheres são uma completa negação, um verdadeiro desastre ao tentar demonstrar suas artes culinárias (este é o grupo no qual me encaixo). Parabéns a todos aqueles que são cozinheiros, profissionais ou não, pois acredito que este seja um dia a ser comemorado por todos aqueles com “perfil” adequado.
Parabéns a todos que merecem neste dia de hoje, e desculpa por ser um texto tão horrível. Estou tentando escrever melhor, mas é o que dizem, “a prática leva à perfeição”, então nada melhor que ir treinando, e “desabandonar” o blog, novamente, não é mesmo?
Érika Iguchi Luft
Destino: Fato ou Mito?
Alguém aí acredita em destino? Que argumentos convincentes você(s) pode(m) apresentar para comprovar que sua crença (ou descrença) é a correta?
Para responder a primeira pergunta não precisamos pensar demais, mas a segunda pergunta exige um pouco mais de nosso tempo, e muito mais de nosso cérebro.
Essa coisa de destino eu acho muito complicada. Sei lá, entende? As vezes, acredito, as vezes acho loucura.
Como pode ser que tudo esteja interligado e predestinado? Isso não jogaria toda essa história de “livre-arbítrio” na lixeira das crenças? Se tudo já está definido por uma “Mão que move o mundo”, qual o sentido da vida? Qual a definição e a veracidade do termo “liberdade”, e será que é possível mesmo obtê-la?
Ao mesmo tempo, como é possível que as coisas não estejam interligadas? Se tudo se encaixa, mesmo não encaixando, como podem as coisas não ter algum sentido em comum, como pode tudo não ser predestinado?
Não sei, sinceramente, se acredito ou não em destino. Tenho pontos “pró” e “contra” o assunto.
Pró, porque pessoas entraram e saíram da minha vida e eu senti, em algum lugar dentro de mim, que minha história com elas não foi, ou é, apenas coincidência. Uns entraram para fazer o bem; outros para me trazer coisas ruins; e outros nem “A” nem “B”, que vieram, não me mudaram tampouco afetaram, foram embora e ficou tudo como estava. Tive aqueles bons, que permaneceram, tive os que se fingiram bons e se provaram manipuladores e falsos, tive os bons que por falta de contato perdi; tive os bons que me foram tirados, tive os maus que me fizeram pagar pelos meus pecados.
Também tive aqueles que, três em especial, vieram até mim na forma de anjo, amor, e demônio; que, respectivamente, me tortura com a saudade; me faz acreditar que tudo é possível e que apesar de tudo o mundo pode ser perfeito se estivermos juntos; e me persegue, corrói, mata, destrói e me assombra tanto em pesadelos quanto com sua presença ou lembranças que surgem “do além”.
O primeiro nem sei se existe, a terceira não precisa ser discutida. O segundo é, talvez, a pessoa que mais me faz acreditar em destino.
Essa pessoa veio a mim em dois momentos de forma mais marcante, embora já tenha vindo em outros momentos da minha vida. No primeiro tempo surgiu como um príncipe encantado em um baile, terno, jeito apaixonante, e perfume Sintonia, entrando em sintonia comigo em apenas 2 minutos de conversa. Pela segunda vez marcante, foi meu “herói” no início da faculdade, tornando-se meu amigo novamente ao tentar “desvendar os mistérios do oriente”, sendo a água para este “peixinho japonês” nadar e não ficar boiando. Trocadilhos e internas à parte, essa pessoa nasceu na minha vida para me ensinar a levar a vida e não ser consumida por ela. Veio para ser o meu melhor amigo, o meu porto-seguro, o meu namorado, confidente, paixão eterna(-mente mal resolvida, como ele costumava dizer), alguém que eu amo mais que tudo no mundo, pra quem eu desejo toda a felicidade possível, e até as impossíveis. Foi alguém que me fez entender que por mais que as coisas não aconteçam como o planejado, elas acontecem, e isso me faz acreditar em destino, em como podemos encontrar as mesmas pessoas completamente diferente, com um sentimento que cada vez mais se fortalece indiferentemente aos problemas que possam surgir.
Contras, são todos os sofrimentos, todas as infelicidades, e todas as dores.
Se o destino existe, se tudo já vai acontecer, porque precisamos sofrer tanto? Se as coisas já estão escritas, porque não pode ser tudo “redondinho”, e precisam ter tantas feridas, muitas vezes incuráveis? Como por exemplo, esta terceira pessoa que citei. Uma ferida incurável, que destruiu e ainda destrói minha vida só por existir. Acho que isso não é justo, essa dor que fica mesmo que a gente tente perdoar, mesmo que a gente queira, mais do que qualquer coisa, esquecer, e perdoar tudo e todos que machucaram. Isso é o que me impede de acreditar em destino. Se isso realmente existe, porque raios existem tantos “impecilhos” para que este aconteça?
Érika Iguchi Luft.
Dia Internacional da Mulher

PARABÉNS MULHERADA!! Realmente, o “dia da mulher” é todos os dias, mas pelo menos um dia do ano somos lembradas, o que eu acho muito bom.
É bom ser mimada todos os dias, mas eu acho tão lindo esse dia de hoje. O jeito que alguns homens tratam suas mulheres, como rainhas. Quanto respeito, quantas rosas, quanto carinho, quanto amor. É um dia de musa; mulheres são deusas, rainhas, são mulheres, magníficas, maravilhosas.
Por mais que (apenas) no dia de hoje todos digam que todo dia é o dia da mulher, isso nunca acontece. Poucas temos a sorte de ser “endeusadas” todos os dias. Durante todos os outros 364 (neste ano, por acaso, 365) dias do ano somos guerreiras, leoas, mulheres batalhadoras que muitas vezes são obrigada a engolir “sapos” que surgem no dia-a-dia. Afinal, mesmo com todos os avanços, e a mulher dominando o mercado, ainda vivemos em um mundo machista. Até porque nós mesmas somos machistas. É a triste verdade, mas ainda assim é fato. Mas não vamos generalizar, é a maioria apenas.
E é por isso que dizemos: “nós sobrevivemos”. E por essa razão merecemos ter um dia só nosso.
PARABÉNS MULHERES! Nós definitivamente merecemos.
Érika Iguchi Luft.
Dia da música clássica.

Não vou dizer que sei tudo sobre o assunto, que ouço ou gosto de música clássica, ou que entendo dessas coisas. Por essa razão que eu decidi escrever sobre músicas em geral, para “brindar” ao dia da música clássica.
Música. A única palavra que consigo usar para descrever o que é música é “sentimento”. Porém, para definir o tal sentimento eu não encontro palavras, o que me leva a acreditar que para a música também não existe definição.
Porque definir algo tão abstrato, tão mutável é quase como procurar uma agulha no palheiro: uma ação sem fundamento, que causa uma grande perda de tempo.
Quando estamos tristes ouvimos uma música tal. Quando estamos felizes, é outra; alegres, cansados, doloridos, animados, feridos, magoados… Cada sentimento nosso pode ser definidos por certa(s) música(s); cada música define nosso estado de ânimo, nosso humor e o que estamos sentindo naquele momento.
Acredito que, afinal, é a música que nos define, e não o contrário, o que transforma todo esse texto em algo não fundamentado. Poderia ter escrito uma música, quem sabe “Hidropônica” do Forfun, ou “Natiruts Reggae Power” do Natiruts, mas enfim. Qual a música que te define no dia de hoje?
Érika Iguchi Luft.