Sobre ter coragem para experimentar o novo.


Passamos boa parte da vida nos sabotando.

Sentimos tanta vontade de fazer tudo, mas por timidez ou medo de arriscar, acabamos ficando apenas na vontade mesmo.

Esse ano eu decidi ser corajosa. Decidi enfrentar minhas inseguranças e ir atrás do que sempre tive vontade de fazer, e nesses primeiros dias de ano me surpreendi comigo mesma, e com o quanto eu estava me privando.

O frio na barriga faz parte. A dor e a frustração fazem parte. Quedas fazem parte.

Nunca havia vivido com tanta verdade o dito “se tiver medo, vai com medo mesmo”. E olha, vale à pena.

Vale à pena sentir o frio na barriga e ter um pouquinho de gastrite por causa da ansiedade. Vale à pena doer, e se frustrar quando não der certo. Vale à pena cair, se tivermos coragem pra levantar.

Coragem nos torna livres. E eu não percebi o quão presa eu estava, e talvez ainda esteja.

Que possamos nos permitir ter medo, mas não o suficiente para nos travar. Que tenhamos coragem para “ir com medo mesmo”, e que saibamos perceber as coisas boas que esse enfrentamento nos traz.

Paz, amor e bem.

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A vida é muito mais ampla do que percebemos.


Somos centralizadores.

Muitas vezes estamos tão focados em nós mesmos, que acabamos esquecendo de olhar pro lado. É incrível como nossos problemas sempre parecem tão maiores, nossas dores tão intensas, e a falta de soluções tão atordoante.

É surpreendente o quanto acreditamos que o fim do mundo está próximo quando não conseguimos resolver algo, o quanto perdemos o chão ao ser atingidos por uma frustração, e o quão difícil é se recuperar de um momento sofrido.

Eu tracei a meta de ter mais empatia, e de me fazer menos de vítima, tentando parar com as tempestades em copo d’água, e não havia percebido o quanto é difícil, e o quanto isso ajuda.

A partir do momento que comecei, estou mais blindada.

Me sinto mais forte, mais emocionalmente estável, mais segura e feliz. Estar comigo me faz bem, e estar com o outro também. Me encontrei em mim, aprendi a ser meu próprio lar, e acabei descobrindo que para ser lar, não preciso criar dependência em mim, ou depender de alguém.

O mundo expandiu, e se tornou lindo. A vida abriu seus braços e me acolheu, e permitiu que eu fosse livre. Quem dera saber a fórmula disso e contar a vocês, para que se sintam tão seus quanto eu me sinto minha.

Que nos permitamos abrir os olhos. Que enfrentemos o novo. Que sejamos felizes. Que saibamos ser nosso próprio lar.

Paz, amor e bem.

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Como ser grata e honrar nossos pais?


Tenho frequentado lugares e feito leituras que sempre têm como foco: “honre teus pais”. Dia 03/01/2018, especificamente, foi realmente intenso nesse sentido.

Eu sempre pensei que honrasse meus pais. Sempre me esforcei para aceitar as suas escolhas e decisões, sempre me considerei grata, e uma filha que mesmo não sendo exemplo se dedica para ser o melhor possível no quesito paciência e compreensão. Além disso, sempre acreditei que levava para mim apenas o que é meu, e não o que é deles.

Nesse dia, descobri que estava errada. Descobri que ainda carrego fardos que não são meus, mágoas já superadas por todos exceto por mim, e que o fato de eu não conseguir superar isso me torna pesada e faz com que eu me sabote sem querer. É algo que está entranhado em mim, que não é meu, e que eu preciso desapegar. Mas como?

Precisamos desapegar do que não é nosso, e não devemos carregar algo que vem de outras gerações. Antes de tudo, precisamos ser gratos porque tudo aconteceu como aconteceu, já que é graças a isso que estamos vivos hoje e somos como somos.

Eu não sou grata o suficiente. Eu enfrento. Eu não tenho paciência e não sou compreensiva. Eu não entendo. Eu não perdoo. Eu carrego pesos que não são meus, e que me impedem de evoluir. Eu quero deixar isso de lado, e ao mesmo tempo quero manter comigo. Por amor a eles, por amor às suas escolhas e à sua história.

O dia 03 foi dia de algo novo. Ainda é cedo para sentir as mudanças, mas a principal delas foi o meu entendimento e minha percepção das coisas que eu faço errado e dos pesos que eu carrego. É chegada a hora (antes tarde do que mais tarde, já diz o ditado) de me permitir ser pequena diante deles, de parar de enfrentar, de perdoar e de entender que sou apenas eu. É o momento de ser plenamente grata e de aceitar que só está ao meu alcance agir com aquilo que me pertence, e deixar para os outros o que lhe é seu.

Difícil, eu sei. E que eu possa ter forças para enfrentar, aceitar, entender e conquistar.

Paz, amor e bem.

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Diplomacia x Falsidade.


Ser diplomático não é ser falso, mas até que ponto estamos sendo justos com essa diplomacia?

Li um texto interessante que fala sobre a diferença entre diplomacia e falsidade, e fiquei pensando a respeito.

Às vezes, para evitar conflitos, é importante saber ficar calado; é necessário relevar o que o outro diz, e guardar nossas opiniões para nós mesmos. Mas o quanto isso é saudável em um relacionamento, seja ele profissional, afetivo ou de amizade?

É saudável nos reprimirmos, nos diminuirmos para caber em um relacionamento? É saudável colocar a opinião e as vontades do outro como prioridade e nos deixarmos de lado, mesmo que ninguém nos peça isso? Sabotarmos nossos desejos sendo diplomáticos para evitar conflitos não nos torna, de certo modo, falsos?

Como saber distinguir entre esses dois conceitos, e de que forma enfrentar essa auto sabotagem?

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“Nunca estamos sós quando temos amigos que nos querem bem”.


Hoje meu horóscopo me presenteou com essa frase, e eu fiquei muito feliz.

Ontem estava pensando justamente nisso, e na sorte que eu tenho por ter amigos tão incríveis na minha vida.

Dizem que nos momentos de maior dificuldade nós conseguimos identificar quem é realmente nosso amigo, e eu tenho percebido o quão verdade isso é. Me deixa feliz perceber quantos amigos de verdade eu posso contar, e como tantas pessoas lindas surgiram no meu caminho para me acompanhar e me ensinar.

“Aqueles que amamos nunca nos deixam de verdade”. Amigos estão ao nosso lado nos momentos mais difíceis e nos mais maravilhosos, nas conquistas e nas derrotas, nas tempestades e nas bonanças. Se nós tivermos amigos, não estamos sozinhos, seja lá onde estivermos.

Gratidão ao universo por me permitir algo tão lindo assim já no segundo dia do ano.

Paz, amor e bem.

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“Deixe o prazer fluir”


Hoje o conselho do meu horóscopo foi esse: permitir-se sentir prazer, de todas as maneiras possíveis. Também me falou sobre focar nos verdadeiros amigos, sobre aproveitar as coisas bonitas e simples que a vida oferece.

Pensei muito sobre isso, que parece tão simples mas na realidade é bem mais complicado.

Esse foi um ano de mudanças e descobertas. Um ano onde tudo parecia desordem mas acabou se organizando. Um ano onde eu me desorientei e procurei me descobrir. Foi um ano de arriscar em diferentes pontos da minha vida, em deixar de ser tímida e em defender o que eu acredito.

É complicado com é difícil “deixar o prazer fluir” e aproveitar as coisas simples da vida. Vivemos sendo constantemente observados e, infelizmente, temos essa consciência e o medo do julgamento.

Que, a partir de hoje, possamos ser mais nós mesmos. Que possamos nos permitir tomar um banho de chuva ao voltar pra casa, sorrindo sem se importar que alguém vá nos achar malucos. Que tenhamos a liberdade de caminhar para o trabalho com nosso copo de café na mão, escutando rap às 8h da manhã, cantando nossas músicas favoritas a plenos pulmões. Que na sexta-feira de manhã eu possa comer pastel frito, e que eu não me importe em ser a “tia louca das crianças”, que se derrete ao falar da ONG.

Que tenhamos menos medo. Que julguemos menos. Que possamos transmitir energias boas por onde passarmos. Que vejamos mais os nossos amigos. Que aqueles que amamos nunca nos deixem. Que nos permitamos viajar mais, questionar mais, viver mais. Que possamos sair com quem quisermos, que possamos nos apaixonar, nos decepcionar e seguir vivendo.

Eu espero, de verdade, seguir esse conselho do meu horóscopo não apenas hoje, mas em todos os dias a partir de agora. E desejo o mesmo a você.

Paz, amor e bem.

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Sobre desapegarmos do que não é nosso.


Nós temos metade de cada um dos nossos pais.

Nós herdamos características genéticas, mas não apenas isso. Herdamos expectativas, frustrações, escolhas, medos. Herdamos muito mais do que genes, nós recebemos deles energia.

Quantas vezes nós reproduzimos algo que vem de nossos ancestrais? Repetimos os mesmos erros, traçamos os mesmos caminhos, julgamos e mesmo assim acabamos imitando. Isso é muito mais forte do que conseguimos entender e suportar, e é difícil quebrarmos esses padrões que são transferidos de geração para geração.

O que queremos deixar para os nossos descendentes? Que decisões queremos que eles tomem? Que caminhos queremos que eles sigam? Afinal, cabe a nós querer algo?

Nosso papel nesse mundo talvez seja o de quebrar ciclos. De finalizar pendências, de aceitar, entender e dar lugar aos excluídos. Somos pequenos diante de nossa família. Somos pequenos diante de nossos pais. Somos pequenos diante de nossos ancestrais e das escolhas que eles fizeram para que nós pudéssemos existir.

Eis que, talvez, o grande porém da vida é: como desapegar de algo tão grande e tão maior que nós, tão pequenos que somos?

Paz, amor e bem.

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